sábado, 1 de junho de 2013

ENQUANTO A VIDA

Programados para o cálculo de nossa existência,
somos enquanto estamos.
Atentos as chegadas, saídas e partidas.
Enfeitiçados  pela cronologia
nos perdemos em nós mesmos.
A gota escorre, o laço traça, a vida corre.
E eu tão preso ao que me constituí.
Me fiz refém do que construí.
Recortes, meros recortes de gibi.
Criei, propaguei, resumi.
E talvez como no apagar,
como no acender,
simplesmente deixamos de ser.
Somos enquanto estamos.
E a gota escorre, o laço traça, a vida corre.
E a vida diz! O tempo inteiro ela diz...
Viva, enquanto a vida.





sábado, 11 de maio de 2013

POR FAVOR


Quero contar a vida.
Quero falar de nós,
da gente, do povo da praça,
da rua da calçada,... da minha vida.

Quero contar de tudo
quero falar do amor,
da frente, do gosto da marca,
da lua do espaço,... da minha vida.

Quero contar cada fresta
Quero brindar cada festa
com doses exatas de fluxo

Olhar cada lastro de um dia você, nós dois.
Quero vagar pela trilha
deixada pelo passos que um dia nela já caminhou

Me abrace agora
Me olhe nos olhos fundo
Ei você meu amigo, ei você minha flor.
Meu socialmente lado fraco.
Meu naturalmente sonhador.
Vamos cantar todos os dias,
por favor! Meu amor,
mais amor, meu amor.
Meu amor,
mais amor, meu amor.

Por favor.







quarta-feira, 1 de maio de 2013

NÃO VI, QUEM FOMOS.

O escroto ta cult.
Dá-lhe meu saco!
O escato que se faz nosso tempo
é o relato do verbo no vento.
Dissemina o efêmero.
Constrói o ruir.
Aritmética no chão,
orgia no coração.
Calam-se os discursos em nome de outros.
Vale a minha lei, a minha vontade,
a minha necessidade social.
E o resto que vá para o escambau.
Nossos princípios estão
nos versos de uma constipação.
Dure o que for suficiente
o mundo não é nosso
perdemos pra gente.





sábado, 23 de março de 2013

JANELA DE LUZ


E desde então não projeto meus sonhos,
não mais sei dos beijos roubados,
não mais vi finais felizes.

Meu breu não revela nenhum romance,
nenhuma trilha pede que eu dance,
nenhum roteiro passa por aqui.

Grão que se mostra no calor da emoção.
Lágrima que escorre com o sorriso na mão.
Só sei da imensidão dos meus dias de glória,
do passado onde fiz história
e das aventuras que vivi.

Meu brilho se faz nostalgia
e hoje sou apenas uma lembrança.
Sou rastro de um momento,
registro perdido no tempo,
palácio de minha memória.



Cine  Palace




terça-feira, 19 de março de 2013

O TEMPO DIZ

Eu contaria as verdades de outrora
fosse o tempo de outro dia,
fosse a luz e não Maria.

Eu falaria do que deseja o sonho
fosse a noite e não o dia,
fosse a brisa que não ia.

Derramaria noites de satisfação
tivesse o corpo n'alma,
tivesse mais a calma.

Mas tão somente apenas,
o tempo diz, daquilo que fiz.
Do que desconhecemos,
do que não temos,
das razões de ser,
e de a nós não pertencer.
E tão somente apenas,
o tempo diz.




terça-feira, 12 de março de 2013

JÁ!


A consciência em dor de ser outro dia,
de ser passado preso, de ser futuro ausente.
Atado ao preço de ser mistério.
Fugaz caminho de luz.

Aberto peito de sonhos,
rastro de nostalgia fazendo o presente.
Fadado ao lastro da vida.
Sendo reta e não curva.

Direção.
Seguindo o fluxo.
Imaginação.
Olhando certo.
Fascinação.
Ei-la lá.
Um dó lá si.
Já!

Poesia.





domingo, 3 de março de 2013

A NÃO-ROSA


Desconheço.
Eu desconheço suas razões
de permanecer imutável no processo,
de insistir em fechar os olhos
e só enxergar seu próprio egoísmo.
Carência inflada no ego.
'Se o mundo nada me dá
então tratarei de tentar perder tudo!
Tudo o que todos têm!
A paz, o amor, o sossego.
É meu instinto, é minha droga, é minha lei!
Estou cavando a solidão dos meus últimos dias.'
É o que ela está fazendo.
É o que ela constrói enquanto desarma tudo!
É o que ela está fazendo.
É o que ela transferi enquanto carrega tudo!
Sangue que não tenho.
Laço que perdi.