quinta-feira, 1 de outubro de 2015

EU TE QUERO BEM, QUERO. (SOBRE O QUE EU NEM SEI O QUE É)

O amor é luz que lumia o peito da gente.
E que na sede de buscar o destino,
encontra o motivo de seguir.

O amor? Ah o amor é um trem desmedido!
Um trem desenfreado que cata a gente
sem esperar, nem pensar ou matutar.

É quando o tempo não cabe nele.
É um proteger sem fronteiras.
É um abraçar de olhos fundos,
mergulhados no querer bem.
Eu te quero bem, quero.

O amor é daqueles que envolve.
E que na trama de consumir
tece cada segundo de euforia.

O amor? Ah o amor é do tipo pum! Pá! Splash!
Um sonoro silêncio de desejo
de entre olhar, de suspiro e contemplo.

Eu falava de que mesmo?


11/03/2015 25/07/2015 02 10 2015






domingo, 14 de junho de 2015

DENTE

De repente, certezas desfeitas.
De repente, dúvidas repletas.
Virou o avesso ao lado.
Mudou o seguir.
Curvou o tempo, firmou intento.

Recolho o verbo, pois,
Dizer, faz do futuro mutante.
Dizer, faz do fluir, fluxo.
Dizer, faz da vontade, fato.

Então não digo. Então não faço.
Então eu faço. Então eu digo.

Mergulhar o inebriar d'alma.
me instiga e acende.
A paixão é doida.
O tesão é louco.
Toda medida nesse campo é pouco.
E eu não posso controlar o latente.
O ranger de dente.



06/05/2015 08/06/2015 14/06/2015


quarta-feira, 3 de junho de 2015

CONSTRÓI

Não é preciso prova.
Teste é didática falida.
É preciso querência.
Vontade plena e desmedida.

Sua ausência doe e cala.
Minha fala míngua.
Da língua some
o verbo rala.

Confiar é linhagem clara.
O olho brilha
quando na vontade mútua.
O afeto trilha
quando não há culpa.

Na cadência de firmamento
o peito bate no vento
e encara o que há da vida.
E eu só vim pra brincar mesmo...
De trova, de canto, poesia,
de farra, de manto, Maria.

Brinca de cá.
De ali e de lá.
Me leva o suspiro
enquanto respiro no pulo.
Me leva a força
que torça os veios.
Me leva as certezas
que minei na vida.
Só não me deixe por ai.




quinta-feira, 14 de maio de 2015

O NÃO DIZER DAS COISAS

Bastava reconhecer.
Bastava assumir a condição
de não possibilidade.
Bastava não rodar noites
por meia cidade.
Bastava reduzir seu verso,
seu controverso sentido.
Bastava aceitar que esperar
não é razão de efetividade.
Me incomoda, me rasga,
me dilacera,... Me espera!
Pois, o que não fala, não diz.
Pois, o que não diz, não fala.
O não dizer das coisas
fere a troca do fluir.
E ainda há tanto fluxo pra vir.



quarta-feira, 6 de maio de 2015

ABISMOS

O silêncio berra aos ouvidos dessabidos,
quando no não dizer.
Bastava um mínimo.
Bastava...
Tiraram-nos as cores de nosso colorir.
Findaram-se nossa vontade infinda.
Calaram minha voz aos nossos cantos.
As palavras não ditas
tornam-se abismos entre as pessoas.
E o reconstruir demora.
E o que demorar, vigora.





Pontes, Vamos construir.

terça-feira, 10 de março de 2015

SEU

Seu fantasioso discurso.
Seu riso safado.
Seu brilho de sonho.
Sua teima.
Sua cara.
Seu suspiro reticente.
Seu silêncio ausente.
Sua vontade de ir.
Sua alma.
Sua calma.
Sua permanência.
Sua admiração.
Seu desejo de estar.
Seu olhar.
Seus livros na estante.
Seu jeito de ver.
Seu modo.
Sua forma.
Seu pensamento.
Meu intento.




segunda-feira, 9 de março de 2015

O FEMININO

Quando forte, feroz e intensa.
Quando frágil, leve e doce.
Quando alegre, irradiante e iluminada.
Quando triste, envolvente e acalentada.
Quando amiga, agradável e gentil.
Quando menina, encantadora e pueril.
Quando mulher, poderosa e infinda.
Quando mãe, insubstituível e linda.








Feliz Dia da Mulher que é todo dia!