...Feche os olhos
me olhando nesse instante
Escreva rápido sua história
O relógio vai parar,
e antes ele corre arrasta tudo,
não espera nem o sapato calçar.
Queria olhar pra trás e te ver,
sorrir por sentir você ao meu lado.
Queria que a noite não chegasse
mas ela chega.
A luz me afaga.
Estive com você o tempo todo
e ainda estou.
Vai ser pra sempre assim.
Ainda que me falte o ar,
ainda que ainda qualquer coisa,
suba e desça o sol
quantas vezes ele quiser.
Dance comigo mais uma vez,
me abrace forte como sempre fez,
faz um bolo, cante cantigas pra mim,...
E antes que o dia tenha fim,
aceite o céu também.
Viva para todo o sempre! Amém!
Registros de um passado que vamos esquecer Frases, afetos e mágoas... e os sonhos, que um dia acreditei poder lutar. Mas, seus olhos me fizeram desistir.
Coisas que guardei numa pasta qualquer e que deleto no próximo backup... e o vazio, que selecionei pra longe de mim me invade, me deixando aqui sem ar
Quando acabar, apague a luz, feche a porta,... mas deixe um rastro numa fresta qualquer. E que o vento leve minhas aflições. Te espero ali na esquina quando tudo terminar... mas e a quem vou atribuir suas faltas? E suas mentiras, falhas, medos e ilusões? Culpado é o tal do tempo, jogando respostas ao vento.
Restos de um caso, suas memórias de você,... e o que mais não.. eu não sei dizer e agora, e agora?
Em poucos dias completo mais um inverno. O tom melancólico aparente, não trata do envelhecimento. Trata da perda! Trata daquilo que não posso mais tocar ou ver. Um simples abraço seu iluminava todo o breu, preenchia todo o vazio existente, sua alquimia deixava qualquer ausência de fome contente, bastava um pouco mais que dedicação, bastava um tanto ideal de coração... E pronto, sua presença me confortava, seu olhar me acalmava, me sentia seguro então. Enquanto relato, gosto de fechar os olhos, lembrando de todas as suas cores. E de repente os faço abrir-se, pra constatar se tudo é somente fantasia, e de fato é. De olhos abertos, suas cores agora se parecem um tanto gris, e só me resta a imensidão logo acima. Olho para o céu na esperança de poder talvez, sentir que de alguma forma está ali. Se alguém percebe, logo faço de conta que só admirava as estrelas. Às vezes, quando de noite acordo, confesso, gosto de fantasiar que tudo não passou de uma experiência noturna da minha imaginação, um sonho. Porém, sonho aqui não cabe. Quem sonharia com perder? Quem sonharia com o sofrer? Costuma-se dizer, que o tempo é o único remédio para amenizar a dor. Mas quanto tempo leva isso? Só sei que pra mim ainda não passou... Meu olhar cego não me deixou perceber o quão acolhedora era. Meus ouvidos surdos não me deixaram ouvir o que prudentemente me dizia. Todo o tempo que lhe dediquei, hoje parece insignificante diante do que já não tenho mais. Você era algo certo e permanente. Claro que ainda estaria ali para quando precisar, para quando então tivesse tempo de me dedicar, e de saber, e de ouvir, e de olhar, ou de só estar ao lado para te acompanhar em mais um capítulo da novela das seis. Mas todas as incertezas lá fora, não podiam ficar para depois. Elas precisavam ser naquela hora, ou podiam me escapar, me escorrer entre os dedos. Imagina, se vou deixar passar todo o maravilhoso e vasto mundo. No entanto, ainda nem tenho o mundo, nem sei se ainda dá tempo de ter, e ele nem me deu tudo o que me prometeu. Na sede de não perder o que a vida tinha a me oferecer, não percebi que você era uma dessas coisas incluídas no pacote. Ainda não descobri nem metade das respostas, ainda nem vivi tudo o que eu imaginava que poderia perder. Só não tinha imaginado ficar sem você. Agora, preciso aceitar que hoje você é somente uma lembrança, um caso que conto enquanto sinto uma gota escorrer, uma dia que lembro, um segundo de inquietação, que parece ter a força de fazer mudar todas as regras da ciência e da religião, pra simplesmente satisfazer e realizar um desejo egoísta, o de te trazer de volta. Mas o mesmo segundo que chega, passa. E então toco os pés no chão, e tudo volta ao que era. Quem dera fosse diferente, quem dera não estivesse ausente. Mais um inverno completo, mais olhar disperso, mais um aperto na alma, mais uma lágrima no chão.
"Antes que o dia tenha fim, aceite o céu também. Viva para todo o sempre! Amém."
Melhor que eu não te conte novidades,
Nem diga nada muito diferente,
Nem faça teorias sobre a gente,
Nem fale dessa angústia que me invade.
Melhor juntar palavras já testadas:
Amor, Saudade, Beijo, Despedida.
Um saco de figuras repetidas,
Tão gastas que já não te digam nada.
Pois só o que for extremamente fácil,
banal como as canções de amor do rádio,
Replay de algum clichê, lugar-comum Vai te mostrar o que é realmente raro vital como as canções de amor do rádio É alguém pra te dizer "I love you"
Melhor que eu não te conte novidades,
Nem diga nada, nada muito diferente,
Nem faça teorias sobre a gente,
Nem fale dessa angústia que me invade.
Melhor juntar palavras já testadas:
Amor, Saudade, Beijo, Despedida.
Um saco de figuras repetidas, Tão gastas mas que ainda dizem muito.
Pois só o que for extremamente fácil,
banal como as canções de amor do rádio,
Replay de algum clichê, lugar-comum Vai te mostrar o que é realmente raro vital como as canções de amor do rádio É alguém pra te dizer "I love you", "I need you", "I want you",...
E retratar a nossa vida,
Vai te deixar feliz e comovida
E te fazer igual a qualquer um
Este soneto fez parte de um concurso promovido pelo cantor Leoni em seu site, fiz alguns pequenos acréscimos na letra para adequá-la a melodia que criei. Minha versão não foi a vencedora do concurso mas gostaria de dividir com vocês esse momento muito importante e decisivo em minha vida . Não fosse o Leoni não estaria cantando , escrevendo, compondo,... Oportunidade muda tudo!
Pelas vezes que quase casei contigo...
Pelas que quase dançamos sem música...
Pelos desejos que quase sussurramos...
Pelos momentos que quase eram só nossos...
Pelos projetos que quase concretizamos...
Por quase tudo e por quase nada...
Do tanto que quase fizemos,
se quase não chegamos a fazer
de tanto que quisemos...
Tu não tens culpa afinal...
Eu já sabia que tudo era como era
e que tudo era só quase...
...Mas agora faço o que com tantos quase's?
...Agora eu quase durmo... quase como... quase sobrevivo...
Nem sempre o fim esta no lugar que esperamos...
Sinto o inverno aqui dentro a tomar conta do espaço.
Pequenos crimes sem desculpa...
Pequenas mágoas e grandes fantasmas...
Emoção não programa esquecimento
não marca data pra se auto destruir
Você se distrai e ela acontece, ela começa,
e se piscar os olhos ela termina.